quinta-feira, junho 08, 2006

Jogos, diversão ou perigo?

Antes de começar a falar sobre o quanto os jogos me fizeram mal, o quanto eu acho que eles deveriam ser tratados de maneira diferente, etc, acho que é necessário falar um pouco sobre a minha opinião sobre o assunto.

Não acho que os jogos sejam essencialmente maus, assim como não são essencialmente más as bebidas, ou os jogos de azar. Eles podem causar dependência, não em qualquer pessoa, mas em algumas pessoas que têem propensão a serem afetadas pelo tipo de vício que ele traz.

Também preciso esclarecer que não sou um extremista que quer ver o fim dos jogos, que eles são crias do demônio, e que seus inventores estão tentando fazer com que todos os jogadores fiquem viciados em seus jogos. Me considero uma pessoa extremamente sensata, e, sem grandes auto-bajulações, razoavelmente inteligente.

O fato é que os jogos de hoje têem seu sucesso medido pelos jogadores em si por quão viciante ele é. "Fiquei a madrugada jogando", "jogos 4 horas por dia" e "não vejo a hora de chegar o fim de semana para eu poder varar a noite no jogo" são as frases mais ouvidas quando um novo jogo avassalador chega no mercado. E isso é normal, e desejável pelos criadores dos jogos, pois é isso que eles fazem da vida, e é assim que eles ganham dinheiro.

Agora, não tenho acesso à estatísticas, mas vamos dizer que 1% das pessoas que joguem são realmente viciadas em jogos. No brasil devemos ter alguns milhões de jogadores. 1% de um milhão são 10 mil pessoas, o que nos dá um número de algumas dezenas de milhares de, na sua grande maioria adolescentes, viciados de fato em jogos. Esse número pode ser totalmente chutado, mas deve ser por volta disso no Brasil.

Porque o jogo vicia? Bom, não são todos os jogos que viciam de fato, mas sim aqueles que trazem ao jogador aquilo que ele não consegue na vida real. E se ele puder compartilhar isso com outras pessoas, nos jogos multi-player, melhor ainda.

Exemplo real: eu mesmo.

Acho que os grandes buracos negros na minha vida foram o Ultima Online, o Unreal Tournamente, um conjunto bombástico de jogos de estratégia (warcraft, starcraft, diablo, diablo II) o Hattrick e o Texas Holdem Poker, passando ainda por jogos online menos prejudiciais (Archmage, Alien Adoption Agency, Barafranca, MS gaming zone, etc), cada um com seu determinado peso.

Vou falar um pouco de cada jogo que eu passei nos próximos posts.

3 Comentários:

Às agosto 10, 2009 3:56 PM , Blogger Vinícius disse...

Amigo , isso é realmente verdade . Tive que parar de jogar por que eu deixava de estudar , fazer tarefas para ficar navegando num MMORPG . Perfect World , o jogo que quase fez minha vida em pedaços . Nunca mais vou esquecer !

Parabéns pelo blog também !

 
Às janeiro 17, 2010 10:00 AM , Blogger Gabriel Arcanjo disse...

rapaz tem uma coisa ninguem nunca para de jogar uma vez viciado sempre viciado o cara nu para de jogar so da um tempo...
vlw

 
Às setembro 27, 2010 2:08 PM , Blogger Tiago disse...

Cara, não sou viciado, mas amo jogos eletrônicos (RPGs: PW, Lineage II, MU, Runescape, Diablo, Kal; Ação: todos os Call of Duty, Medal of Honor, Resident Evil, Parasite Evil; Estratégia: Age of Empires, Age of Mitology, Red ALert, até Mario, hehehe), todos esses eu já joguei, e muito mais! Agora eu dei um tempo, estou a mais de cinco meses sem jogar nada, justo para minha mente largar um pouco isso, isso já é uma vitória para mim, pois tenho duas tentações em casa, meu PC e meu PS 2; estou bem melhor com esse grande intervalo, não sou muito de sair de casa mas passei a fazer outras coisas como ler, tocar meu violão, minha guitarra e etc, coisas que eu nem fazia quando jogava! A realidade é que se o indivíduo não ser cauteloso, os jogos o dominam, e fode sua vida; minha vida melhoror 70% desde que dei um tempo!

 

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